Arquivos de Março 18th, 2008

Fábricas de Kart

                                  

Mecânica Riomar Industria e Comércio Ltda. fundada em 08 de Maio de 1959, com especialização na fabricação de motores de popa de baixa rotação para barcos pelos irmãos Mario de Carvalho e Cezar de Carvalho.

Em 1966 Cláudio Daniel Rodrigues desistiu da fabricação do chassis de kart, cuja responsabilidade passou para as mãos de Maneco Cambacau e Wilsinho Fittipaldi Jr. Depois de 6 meses de trabalho, Wilsinho e Combacau começaram a produzir o “Chassi deitado”, revolucionário na época, no qual era adaptado o motor da Riomar .

Algum tempo depois, Wilsinho e Maneco Combacau passaram os direitos de fabricação do chassis de kart para Emerson Fittipaldi, Mario de Carvalho e Cezar de Carvalho. Em 1967 ,Emerson abandonou a fabricação de karts para dedicar-se à Formula “V”, na qual competia já há algum tempo.

A partir daí começou a caminhada vitoriosa que levou a Mecânica Riomar ao posto que ocupa até hoje.

Atualmente a Kart Mini mantém uma produção totalmente informatizada, conta com funcionários especializados e com treinamento especifico para sua área de atuação.

Pilotos como Emerson Fittipaldi, Wilson Fittipaldi, Christian Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Helio Castro Neves, Cristiano da Matta, Mauricio Gugelmin, Gil de Ferran , Felipe Massa , começaram sua carreira pilotando um KART MINI

Assim , a Kart Mini é hoje o 3º Maior Fabricante de Karts do Mundo e o Maior das Américas.
Nossa História é a de uma verdadeira Fábrica de Campeões.

 

O kartismo difundiu-se na Europa no final dos anos 50. Em 1959, a Birel SpA nasceu por iniciativa de um comerciante de carros e motos da cidade de Lissone, em Milão, na Itália. Umberto Sala decidiu construir um kart para o seu próprio divertimento. Sala já havia competido no motociclismo e no automobilismo, tendo disputado por duas vezes a Mille Miglia, mais famosa prova de rua da Itália na época. O karismo seria portanto uma forma natural para que Umberto continuasse vivenciando a sua paixão pela velocidade e competição. O chassi acabou sendo nomeado de Birel, em homenagem ao apelido de sua família na cidade de Lissone, que era conhecida por os Birél (com acento no e). O primeiro piloto oficial da nova fábrica acabou sendo sendo Guido Sala, irmão de Umberto. Já em 1961 a Birel participa em Milão de uma prova intitulada Campeonato do Mundo, apesar de ainda não ser reconhecida oficialmente pela FIA – Federação Internacional de Automobiismo. A Birel classifica-se em segundo lucar com Walter Eleonori. Nesse mesmo ano, apresenta-se oficialmente no Salão do Kart No ano de 1967 a Birel chegou a aventurar-se na construção de um Fórmula 3, utilizado por Vittorio Brambilla para conquistar o Camponato Italiano da modalidade. Ainda em 67 a Birel vence pela primeira o Mundial de Kart, com Edgardo Rossi, em Mônaco.

Pilotos brasileiros que já competiram pela Birel no exterior

Christian Fittipaldi
Guga Ribas - Campeão mundial de kart em 1986
Caio Travaglini
Sérgio Jimenez - Pole position do Mundial de Kart em 2000
Fernando Rees

Os chassis vermelhos no Brasil

A Birel chegou no Brasil em meados dos anos 90. O detentor dos direitos da marca era Zeca Giaffone, patriarca de uma das famílias mais respeitadas no automobilismo nacional. A Birel chegou no mercado nacional juntando-se com a fábrica do Giaffone, a ZF, criada ainda na década de 80. Em 2001, a Birel foi comprada pelo empresário e piloto Luís Sousa, e na temporada de 2002 começou o que seria uma revolução na concorrência de fábricas de chassi no Brasil. Ganhou uma moderna fábrica no município de Barueri, na Grande São Paulo, e adotou uma arrojada política de mercado, pesquisa e desenvolvimento de seus produtos. A mudança mais recente na história da fábrica aconteceu em setembro de 2004, quando o comando da Birel passou totalmente para as mãos de Marcelo Petriccione, um campeão Brasileiro de Kart que já trabalhava na marca junto com a família Sousa. O primeiro grande título da Birel veio em 1998, com o Campeonato Brasileiro de Kart conquistado por Átila Abreu, na categoria Júnior Menor.

 

A MEGA KART é uma empresa que a cada dia cresce muito no mercado de Chassis e principalmente em Peças e Acessórios para Kart.

Com criatividade, desenvolvem e fabricam produtos com a mais alta qualidade, tecnologia e competitividade.
Em alguns itens são lideres de mercado como em Carenagens, Filtros (Inlet Silencer) e Kits p/ motores RD 135 e caminhando para serem lideres em muitos outros produtos.

O Projeto Mega é um produto totalmente Brasileiro, com a sua primeira homologação sendo feita em 1997.
A MEGA fabrica produtos com alta qualidade e são vendidos com preços competitivos para que mais kartistas possam competir e ou simplesmente ter o prazer em pilotar um kart como hobby.

O chassi, que com certeza é o que possui melhor preço do mercado com uma qualidade excelente e alta performance nas pistas, possui títulos nos kartódromos de quase todo o Brasil com maiss de 100 titulos e com importantes conquistas como o Campeonato Brasileiro CBA e 500 Milhas de Kart Granja Vianna
O chassi SUPER MEGA C-3, é o modelo que conquistou pilotos e preparadores em todo o Brasil , com sua facilidade de acerto em qualquer tipo de pista e piltoto.
Veja sempre em lançamentos Mega Kart temos como meta sempre fornecer ao Kartista e Preparadores produtos novos com criatividade e preço compatível.

Carburadores

A técnica de mexer no carburador tem sempre tendencia a ser das ultimas coisas que um piloto aprende. Eu aprendi bastante cedo e é com espanto que verifico que existem pilotos já com alguma experiencia cuja carburação é sempre afinada pelo mecânico e não pelo piloto. Espero que sabendo qual é o funcionamento do carburador uns se aventurem mais com ele, e outros melhorem aquilo que já fazem. Se é melhor andar mais rico ou sempre no limite, isso fica à escolha de cada um.
Utilizam-se dois tipos de carburadores. O primeiro tipo é o carburador por gravidade, dito assim porque a sua primeira utilização foi em motos, onde o depósito de combustivel está normalmente por cima do motor e como tal a gravidade é suficiente para manter cheia a cuba do carburador. No karting é necessária uma bomba de gasolina para manter o carburador cheio. Estes carburadores utilizam-se actualmente nos karts 125 de caixa e em alguns motores 125cc sem caixa de velocidades.

O principio de funcionamento é simples. Existe no carburador um reservatório de gasolina de onde esta é sugada pelo ar que passa no carburador. Cada carburador possui normalmente 3 sistemas, o sistema principal, o auxiliar (ou de baixas) e o sistema de arranque. Cada um destes sistemas tem a sua importância consoante o regime em que se está. O de arranque é importante para que o motor arranque e para manter o ralenti. O de baixas é importante quando o motor está num regime de baixas rotações e o acelerador está fechado. O sistema principal é importante durante todos os momentos em que se está acelerando. Pelo menos o sistema principal e o de baixas permitem que se afine o gigleur, isto é, o diâmetro do orificio por onde passa a gasolina, de forma a enriquecer ou empobrecer a mistura ar-gasolina. No sistema principal existe ainda uma agulha cónica, em movimento solidário com a guilhotina do acelerador e que faz variar a quantidade de gasolina que passa consoante se está a acelerar mais ou menos. É possivel então afinar o carburador “brincando” com os diâmetros dos gigleurs e com a conicidade da agulha.

O segundo tipo de carburador é o chamado “automático”, chama-se assim porque incorpora numa única peça as funções de carburador e bomba de gasolina, sentindo “automaticamente” as necessidades de gasolina do motor. É importante dizer que esta “automação” não traz propriamente uma vantagem directa. A vantagem destes carburadores está no facto de possuirem duas agulhas que o piloto pode afinar em andamento, no entanto é mais dificil atingir uma carburação certa em todos os regimes com este tipo de carburador do que com o tipo anterior. De qualquer forma o funcionamento do carburador segue o mesmo principio, com a diferença que não é possivel modificar os gigleurs, mas sim afinar uma agulha de altas e uma agulha de baixas. Cada uma permite afinar a quantidade de combustivel num regime alto e num regime baixo, mas os seus efeitos não são totalmente independentes. A agulha de baixas influencia a quantidade de gasolina mesmo em alto regime, e vice versa. Isso complica um pouco as coisas. Porque é possivel ter a agulha de altas muito aberta, e a de baixas muito fechada e o motor funcionar bem, mas terá tendência para gripar nas curvas pois apesar de em médio-alto regime o motor ter gasolina suficiente, em baixo regime está seco e gripa. O mesmo pode acontecer com uma afinação inversa, mas nesse caso o motor pode gripar no final das rectas. Para afinar o carburador normalmente sente-se o motor em andamento, e verifica-se a quantidade de fumaça que o motor faz, abrindo e fechando as agulhas  e procurando o ponto de maior rendimento. Convêm nunca desiquilibrar muito a afinação (fechar a das altas e abrir a das baixas, como referi há pouco) tendo cuidado para nao fechar demasiado. Uma afinação demasiado seca funciona muito bem durante 2 ou 3 curvas, e gripa o motor na primeira reta que aparecer.

É preciso ainda ter noção de que as condições atmosféricas influenciam muito a carburação e que pode acontecer uma carburação boa num dia estar muito rica ou muito seca noutro dia. Isto tem principalmente a ver com a temperatura e humidade relativa do ar. Quanto maior a temperatura, menor é a densidade do ar, e mais rica ficará a carburação.

Relacionada com a carburação está a técnica de tapar o filtro de ar no final das rectas. Nunca fui muito fã, mas a ideia é dar ao motor uma quantidade extra de gasolina, de forma a o refrigerar e ao mesmo tempo proporcionar uma saida da curva melhor. Isto só é necessário se a carburação estiver seca. Se estiver bem feita tapar o filtro de ar só trás desvantagens, incluindo a desvantagem de fazer com que as palhetas se detriorem  mais rapidamente nos motores de palhetas. Nos motores tipo “piston-port” (categorias para as idades mais baixas) não existe este problema.

Boas gripadelas!

Como medir a velocidade de um Kart?

Como medir a velocidade de um Kart

Desde há muito que a velocidade de ponta de um kart é algo que sabemos +/- mas que raramente se tem a certeza. Certo é que para quem está fora dos karts, o mais certo é dizer por volta de 80 km/h. Quem está por dentro, provavelmente dirá que um 125cc chega aos 140 e um 125 com canbio aos 160km/h.
Na verdade não é dificil de calcular a velocidade e para acabar com fantasmas aqui vai:

Karts de transmissão directa:

Vou dar o exemplo dum 125cc. Final da reta, 20000 rpm, com uma relação pinhão-coroa de 10/83 (p/c).

Medi aqui um pneu vazio (devia ser cheio e ainda mais um pouco pelo efeito da força centrífuga pois o pneu vai a rodar muito depressa) e deu-me 880mm de perímetro.

velocidade = perimetro do pneu(em mm) x rotação(rpm) x p/c x 60 / 1000000
velocidade = 880 x 20000 x 10/83 x 60 / 1000000 = 127km/h

Karts com caixa de velocidades:

O procedimento é o mesmo, mas é necessário contar com a desmultiplicação da cambota para a caixa de velocidades e também com a desmultiplicação consoante a mudança em que se esteja. Além da relação pinhão/coroa, como é óbvio.

No exemplo utilizei os dados do Vortex RVS, tirados da ficha de homologação disponível no site da Vortex:

14000 rpm
relação cambota/primário (C/P) = 15/59
relação primário/secundário em 6ª velocidade (P/S) = 23/22
relação pinhão/coroa (p/c) = 17/23
velocidade = perimetro do pneu(em mm) x rotação(rpm) x C/P x P/S x p/c x 60 / 1000000
velocidade = 880 x 14000 x 15/59 x 23/22 x 17/23 x 60 / 1000000 = 145km/h

E pronto, nem tão rápido como alguns dizem, nem tão lento como outros pensam.